
"Quando um filho já nasce missionário" podia ser o título de um livro ou filme sobre a vida de Américo Júnior, filho de Américo e Sílvia, um casal que partiu para a Costa Leste de África e onde em 2002 começaram o trabalho missionário num dos países mais pobres de África, a Guiné Bissau, obedecendo à instrução dada em Marcos 16:15 "E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura."
Nos primeiros passos missionários dos pais de Américo Júnior, foi num lugar sem nada, na selva do Cantanhez, em Iemberem, que conseguiram um lugar com a promessa de ajudarem na área da saúde e educação. E foi numa espécie de reunião onde só estavam feiticeiros que Sílvia, a mãe, falou como evangélica e saiu dali com um terreno para o serviço numa comunidade de feiticeiros.
Foi neste lugar que nasceu Américo Junior, uma criança que aceitou Jesus com 6 anos que nunca teve outra inspiração se não a dos pais, cujo o trabalho vai de professor, médico, pedreiro ou o que for preciso no momento.
De 7 para 8 anos ao entregar fruta, perdeu as forças e caiu por conta de uma mancha no cérebro detectada no Senegal onde foi levado para exames. Os pais fizeram uma entrega a Jesus, levar a criança ou deixá-la sem sequelas. A urgência da situação levou os pais a embarcarem para o Brasil, onde só alguns pastores souberam da gravidade da situação. Apesar de ter tido uma redução, a mancha aumentou de novo 2 meses depois, mas sem ninguém na missão na Guiné Bissau decidiram voltar num ato de Fé que viria a levar o médico ateu do Brasil a reconhecer como milagre quando mais tarde soube que a mancha fatal tinha desaparecido totalmente.
Falar com este jovem missionário é ouvir falar de milagres a cada frase, porque admite só vê tudo o que tem acontecido através dessa lente. Aos 12 anos decidiu batizar-se mas no rio Jordão e sem qualquer meio para realizar o sonho. Orou durante um ano, e então, um congresso levou-o com os pais a Londres, lá do nada encontraram passagens de avião para a Holanda com 99% de desconto e numa noite a seguir a mãe encontra viagem da Holanda para Telavive por 30 euros. E a viagem ficou composta com um hotel em Telavive com diária de 10 euros com pequeno almoço e jantar incluído. O milagre estava concluído para o batismo a 8 de janeiro de 2018, com 13 anos.
Aos 14 anos pediu para cuidar de uma igreja, fez um mês de jejum e oração e assumiu a igreja a 10 kms de casa. Após um ano, 50 crianças diziam que o domingo era o melhor dia da semana porque estavam com Jesus.
Em 2023 terminou o secundário à distância em inglês, e esse conhecimento da língua permitiu ser tradutor de inglês para crioulo num evento onde estiveram 50 mil pessoas e que durou 6 horas.
Ao campo de trabalho chegou da Holanda a doação para abrirem o centro de saúde numa comunidade muçulmana, e é lá aonde exerce como ajudante de um cirurgião voluntário.
Com 21 anos e com toda esta bagagem missionária ainda junta o livramento do ataque de uma cobra enviada por um feiticeiro para o matar e que acabou morta por quem era para morrer, os livramentos de uma feitiçaria feita na moto para que tivesse um acidente mortal e ainda ter sobrevivido a um café envenenado dado por um ajudante da missão, que era infiltrado a mando de um feiticeiro. O individuo no momento em que o pai ia beber o café viu um homem vestido de branco meter o dedo no café e purificá-lo. O infiltrado foi convertido pela visão.
Numa conversa gravada para este site, Américo Júnior respondeu essencialmente à pergunta, de que sente mais falta no trabalho missionário na Guiné Bissau, e quando se esperaria como resposta, falta de meios, de dinheiro etc, ele responde várias vezes o mesmo "precisamos de missionários, porque os meios chegam por milagre".
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Nasceu há 21 anos na Guiné Bissau, onde os pais já davam os primeiros passos num trabalho realizado pela Fé e por milagres
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